quarta-feira, 13 de abril de 2011







Fernando Mesquita


Quando tudo era selvagem e azul


Pintura / Instalação


31 de Março a 23 de Abril



“O trabalho de Fernando Mesquita, como outros anteriores, denotam a abordagem poliédrica na concretização de trabalhos de natureza diferente numa variedade de materiais que, no entanto, partilham um extenso processo de recolha, ordenação, colagem, associação e modelagem dos eventuais materiais disponíveis – imagens, objectos e até notas musicais – capazes de responder a determinadas constrições espaciais e temporais, então transformadas em ferramentas de trabalho maleáveis. Misticismo e simbolismo são ideias algo estranhas aos cânones de produção artística do Modernismo Ocidental, em particular a movimentos como o Fluxus de que a prática heterogénea e temporal de Mesquita nos recorda. Como muita da arte Fluxus ou dos artistas Conceptuais dos anos 60 e 70, Mesquita ocupa-se em grande medida com o processo, simplicidade e humor. Por exemplo, em 2009, para uma exposição curada pelo artista português Hugo Canoilas a inaugurar simultaneamente em vários art spaces na Europa, Mesquita apresentou a performance Love Song on Easter Sunday, dois coelhos dentro de uma caixa de acrílico transparente do mesmo tamanho que um teclado-midi, ligados a uma câmara, um PA e um projector. Enquanto os animais percorriam o teclado (ou se sentavam passivamente), tocavam involuntariamente notas que lembravam as de uma composição experimental de música avant-gard. De forma semelhante ao espírito Fluxus, esta peça valoriza a simplicidade sobre a complexidade: o aparato é mínimo, a performance é breve, o todo é regido pela “improvisação”. Os trabalhos de Mesquita procuram elevar o banal para criar uma consciência do quotidiano, para ironizar insolentemente a seriedade de consagrados movimentos artísticos da segunda metade do século passado. O evidente diálogo entre os trabalhos de Mesquita e os de Dieter Roth ou de Robert Motherwell, para apontar alguns exemplos pertinentes, é baseado num coeficiente de “energia” e “intensidade” típico deExpressionismo Abstracto, Fluxus e Arte Conceptual. Na sua exposição de referência When Attitudes Become Form, 1969 na Kunsthalle de Berna, Harald Szeemann, o mais importante curador da segunda metade do século passado, juntou Minimalistas e Conceptuais de acordo com o princípio que a arte depende do gesto do artista,que a sua energia e intensidade podem ser tão poderosas ao ponto de derrubar instituições. Szeemann tinha a intuiçãoque a arte feita de forma livre e imaginativa não é necessariamente oposta à forma, que mesmo os trabalhos mais formalistas ou mais conceptuais são matéria de envolvimento pessoal e emocional, como demonstrado pelo pronunciamento de que certos objectos são arte, a mudança de interesse do resultado para o processo artístico, a interacção com os materiais.”



Excerto de texto de Diana Baldon, retirado do catálogo da exposição Holy Mountains, na Giefarte, Lisboa Diana Baldon é curadora freelancer (entre outros, 2nd Athenes Biennalle: HEAVEN) e escritora (entre outros, Artforum Internacional e Afterall). Desde de 2005 dirige palestras internacionais, conversas e painéis sobre curadoria e arte contemporânea. Vive e trabalha em Viena.




Asa de coruja


2011, gesso, 52x116 cm



Asa de coruja


2011, cerâmica, 49x25 cm



Before the blue sky #24


2011, óleo e acrílico s/gesso, 24x33 cm




Before the blue sky #29


2011, óleo e acrílico s/gesso, 24x33 cm



Before the blue sky #27


2011, óleo e acrílico s/gesso, 24x33 cm




Before the blue sky #20


2011, óleo e acrílico s/gesso, 24x33 cm






Before the blue sky#21


2011, óleo e acrílico s/gesso, 24x33 cm






Before the blue sky #30


2011, óleo e acrílico s/gesso, 24x33 cm





Asa de coruja #3


2011, tinta permanente s/papel, 31x41 cm



Asa de coruja #9


2011, tinta permanente s/papel, 31x41 cm



Asa de coruja #1


2011, tinta permanente s/papel, 31x41 cm



Asa de coruja #6


2011, tinta permanente s/papel, 31x41cm




Asa de coruja #2


2011, tinta permanente s/papel, 31x41 cm




Asa de coruja #4


2011, tinta permanente s/papel, 31x41 cm




Asa de coruja #7


2011, tinta permanente s/papel, 31x41 cm




Asa de coruja #5


2011, tinta permanente s/papel, 31x41 cm



Asa de coruja #10


2011, tinta permanente s/papel, 31x41 cm



Asa de coruja #8


2011, tinta permanente s/papel, 31x41 cm

Vistas exposição





































quinta-feira, 3 de março de 2011


João Fitas

Pintura 1

De 17 de Fevereiro a 19 de Março



Sopro - Projecto de Arte Contemporânea apresenta a exposição intitulada Pintura 1 do artista João Fitas.

Os trabalhos incluídos nesta mostra resultam de uma pesquisa e reflexão sobre a própria pintura. Para isso, o artista parte da apropriação de obras de pintores “inscritos” na História de Arte, numa tentativa de restabelecimento da memória, introduzindo, no entanto, uma simbologia contemporânea, re-criando, assim, o seu/nosso tempo.

Através das “paisagens apropriadas” e da simbologia atribuída à figura do cavalo, João Fitas, por vezes com humor, parece querer questionar, reapreciar, o espaço e o tempo de representação, ou numa visão mais abrangente, o mundo natural contrapondo-o com a artificialidade da forma construída pelo homem.








Cavalo da playmobile s/paisagem segundo David Friedrich

2010, óleo s/tela, 50x65 cm





Escultura equestre com 62 mm de altura #1

2011, óleo s/papel, 70x50 cm




Retrato equestre sem cavalo

2011, óleo s/ tela, 150x116 cm




Par de Botas

2010, óleo s/tela, 80x60 cm




Cavalo Preto

2010, óleo s/tela, 200x240 cm


Cavalo Branco

2010, óleo s/tela, 200x150 cm


Cavalo da playmobile s/paisagem segundo Hyppolyte Leconte

2010, óleo s/tela, 150x150 cm

Vistas exposição


























terça-feira, 8 de fevereiro de 2011


Exposição Colectiva


Pintura e Desenho

André Alves

Bruno Borges
Fernando Mesquita
Patrícia Sousa
Miguelangelo Veiga
Ricardo Pistola
Romeu Gonçalves


20 de Janeiro a 12 de Fevereiro




Romeu Gonçalves

S/Título (EUA), 2010, acrílico s/papel, 70x70cm



Romeu Gonçalves

S/Título (Alemanha), 2010, acrílico s/papel, 70x70 cm




Patrícia Sousa

Something out of service #4, 2005, acrílico s/tela, 150x200 cm



Patrícia Sousa

Sala de Audiências, 2005, acrílico s/tela 60x200 cm



Ricardo Pistola

S/Título, 2009, acrílico s/tela, 80x150 cm



Ricardo Pistola

S/Título, 2009, acrílico s/tela, 100x100cm



Bruno Borges

Muro, 2009, óleo s/tela, 110x140 cm



Bruno Borges

Campismo, 2009, óleo s/tela, 120x130 cm




Miguelangelo Veiga

S/Título, 2009, acrílico e tinta da china s/tela, 110x160cm



Miguelangelo Veiga

S/Título, 2009, acrílico e tinta da china s/tela, 80x80 cm





Fernando Mesquita

Three wishes #3, 2008, acrílico e verniz s/madeira, 183x170 cm



Fernando Mesquita

The Architec's Dream #5, 2007, técnica mista s/papel, 75x105 cm



André Alves

A estratégia não tolera variações #3, 2010, grafite e acrílico s/papel, 40x48,5 cm



André Alves

A estratégia não tolera variações #7, 2010, grafite e acrílico s/papel, 40x45,4 cm





André Alves

A estratégia não tolera variações #3, 2010, grafite e acrílico s/papel, 40,5x47 cm


André Alves

A estratégia não tolera variações #2, 2010, grafite e acrílico s/papel, 38,04x45,5 cm

Vistas da exposição