quinta-feira, 15 de outubro de 2009

JORGE ABADE
Convergência
8 de Outubro a 7 de Novembro

A finitude marca indelevelmente, de forma evidente ou reprimida, o acto quotidiano de viver.
O desejo de perpetuar a nossa existência, transformando o que nos rodeia, é uma necessidade primária de sobrevivência, mas também, de secretamente deixarmos gravada essa existência efémera e de a transcendermos. É, no entanto, sempre um gesto artificial, afasta-nos do elemento natural. Conforta o ser humano com a sensação de domínio.

Convergência limita-se a traçar um itinerário síntese por temas essenciais à vida humana. Criação e morte, protecção e poder, são axiomas universais aqui aflorados e relacionados. Assume a artificialidade imanente à criação das obras expostas mas, pretende fazer convergir esses axiomas entre si e do homem com o elemento natural, parodiando subtilmente a condição precária humana na falsa sensação de domínio.

Jorge Abade
Setembro 2009


Soft Landing, 2009, óleo s/ tela, 80x60cm


Convergência, 2009, resina de poliuretano, tinta acrílica e aço inox, 126x18x23cm


Four Drops, 2009, resina de poliuretano, tinta acrílica e aço inox, 1,38x17,5x13cm


Desmoronamento, 2009, óleo s/ tela, 100x130cm


Rizoma I, 2009, lambda print, 73x53,5cm


Rizoma IV, 2009, lamda print, 73x53,5cm


Rizoma II, 2009, lambda print, 73x53,5cm

Origem #1, 2009, óleo s/ tela, 130x100cm


Origem #2, 2009, alumínio e plástico termomoldado, 130x24,5x15cm

Caged Dialogue, 2009, lambda print, 53,5x73cm


Standing Dialogue #1, 2009, lambda print, 53,5x73cm


Caged Monologue, 2009, lambda print, 53,5x73cm


Standing Dialogue #2, 2009, resina polyester, mdf, tinta


Body Guard, 2009, lambda print, 53,5x73cm
Vistas da Exposição














terça-feira, 15 de setembro de 2009

BRUNO BORGES
10 de Setembro a 3 de Outubro

DIAS IGUAIS

Bruno Borges apresenta um conjunto de trabalhos que constituem interpretações de lugares visitados e/ou imaginados, procurando imprimir um sentido à passagem do tempo.

Lugares desabitados, aparentemente desumanizados, e facilmente identificáveis, remetem para uma espécie de jogo, no qual o espectador é impelido a fixar-se nas representações, numa tentativa de captar o que lhe parece ter falhado num primeiro olhar.

Através da cor, Bruno Borges constrói formas que parecem coisas - casas, tendas, roulottes, contentores, figuras - mas também não-coisas: silêncio, Setembro, 2ª feira. Os títulos dos trabalhos que, nalguns casos são uma aparente redundância da imagem, parecem confundir a percepção, "impelindo" um novo olhar, destacando o silêncio e o vazio das formas depuradas.

Casa Vermelha. 2009, óleo sobre tela, 120x110 cm

Tenda. 2009, óleo sobre tela, 110x120 cm

Casa de Praia. 2009, óleo sobre tela, 125x125 cm

2ª Feira. 2009, óleo sobre tela, 110x130 cm

Silêncio. 2009, óleo sobre tela, 120x110 cm

Figura em Esforço. 2009, óleo sobre tela, 73x65 cm

De passagem. 2009, óleo sobre tela, 110x130 cm

Deserto I. 2009, óleo sobre tela, 114x146 cm

Deserto II. 2009, óleo sobre tela, 114x146 cm


Setembro. 2009, óleo sobre tela, 130x130 cm


Vistas da Exposição













sábado, 27 de junho de 2009

MANUEL FURTADO DOS SANTOS
25 de Junho a 31 de Julho
(O artista estará presente nos dias 11 e 18 de Julho)

PÓS-

Nesta exposição de assemblagem e fotografia é explorado o momento imediatamente após o acidente enquanto “milagre invertido”; uma paragem ilusória do tempo que permite uma perspectiva diferente sobre esse mesmo tempo. É um momento de intensidade extrema que se revela como uma estranha calma inquieta e desconfortável. O espaço e o tempo ficam alterados depois do choque. Há no meio da adrenalina e do stress uma perplexidade, “o que é que aconteceu? Onde estou?” e a expectativa antecipada do próximo acidente.

É aqui assumido o desafio de começar um “museu de acidentes” cuja colecção é criada com alguns desastres menores de automóveis. De uma forma geral o carro representa o século XX, a produção em série, o objecto central de desejo, fetiche e afirmação social como ainda se verifica actualmente. Portanto o título desta exposição refere-se também a um século que não pára de se anunciar a si próprio (o século XXI) e ao qual falta a afirmação suficiente para que não viva na sombra do anterior.

Está implícito ao que foi dito anteriormente, uma necessidade de mudança de paradigma cultural, social e artístico. A sucessão infinita de acidentes assume-se como impulsionadora insuficiente da mudança e assim surge a expectativa pós-moderna da catástrofe. O grande responsável por esta perspectiva partilhada é o sincronizador global de emoções, a televisão, que poderá entrar em mira técnica após a tão esperada tragédia. Sincronizará finalmente a população para a calma do vazio de conteúdo e de desejo.

Tal como o século em que vivemos, apesar de muito anunciado, este cataclismo parece tardar em acontecer. Algumas imagens da Índia, recolhidas ao longo de três meses, funcionam como um retrato do mundo que tem a expectativa antecipada do próximo acidente mas que sente a catástrofe como algo que está constantemente presente.

Há portanto a vontade de juntar nesta exposição algumas letargias de uma sociedade ocidental com a esperança Indiana num modernismo extemporâneo. Estas evidências paradoxais inerentes a todos os sistemas são materializadas nestes trabalhos que pretendem explorar conflitos entre conceito e forma, o objecto e o pictórico, a depressão vivida na megalopolis ocidental e a ansiedade de um riquexó que transporta peças de automvel para que outros usufruam dessa comodidade.
Não pretendendo ser etnográfico, este conjunto de trabalhos pretende usar estas tensões globais para explorar problemas intrínsecos à produção artística encerrando em cada imagem e composição a vivência de um flâneur e o paradoxo de uma civilização.



Sem título
2009, técnica mista, 57,5x72cm


Sem título
2009, técnica mista, 154,5x2cm




Sem título
2009, técnica mista, dimensões variáveis


Sem título
2009, técnica mista, 1,75x1,25cm


Sem título
2009, técnica mista, 1,65x1,25cm



Sem título
2008, impressão digital, 101x73cm



Sem título
2008, impressão digital, 77,5x97,5cm




Sem título
2008, impressão digital, 97,5x77,5cm


Sem título
2008, impressão digital, 97,5x77,5cm


Sem título
2008, impressão digital, 97,5x77,5cm



Sem título
2008, impressão digital, 97,5x77,5cm


Sem título
2008, impressão digital 97,5x77,5cm




Sem título
2008, impressão digital, 97,5x77,5cm




Have(1)
2008, impressão digital, 77.5x85,5cm


Have(2)
2008, impressão digital, 77,5x97,5cm



Sem título
2009, técnica mista, 1,75x1,25cm



Vistas da Exposição