sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Raquel Mendes, Katri Walker e Stina Wirfelt

Write Me

Vídeo/Fotografia/Instalação

De 14 de Outubro a 13 de Novembro


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Write me procura criar um diálogo entre os espaços, paisagens e recordações que cada uma das artistas nos apresenta. As artistas documentam e exploram, através do vídeo e fotografia, o modo como o indivíduo absorve e desenvolve os diversos papeis sociais e comportamentos padrão justificados por influências culturais e por associação com os outros.
Write Me apresenta uma colecção de histórias visuais onde as narrativas se movem entre o pessoal, o filosófico, o poético, o cómico e o político.

The Making of Three Guns for a Killing
HD vídeo, 20' (1/5)
2011

Mula de Luxo
De Raquel Mendes
Lambda print
100 cm x 66 cm
2011

Entrances - I: The Entrance
De Stina Wirfelt
1/3
HD Vídeo, 2'00'’

2011


Entrances - II: The Bulding
De Stina Wirfelt
2/3
HD Vídeo, 2'25'’

2011

Entrances - III: The Grave
De Stina Wirfelt
3/3
HD Vídeo, 2'09'’

2011



Vistas da Exposição











sábado, 10 de setembro de 2011

Miguelangelo Veiga

(A SUIVRE)#2
Après le début la fin, après la fin le début.


08 de Setembro a 09 de Outubro




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Os trabalhos desta exposição continuam e concluem a série de obras iniciadas no final de 2010 (apresentadas em Coimbra no início de 2011). Nesta apresentação foi seleccionado um desenho que, apesar de fazer parte da investigação anterior, por razões meramente formais ficou guardado. Todas as obras aqui apresentadas divergem desse desenho e manifestam-se em suportes sobre os quais tenho desenvolvido a minha investigação.


Cada peça representa assim uma estrutura contaminada por uma ideia de arquitectura, que evolui a partir do esboço de uma imagem fotográfica, proveniente de uma paisagem urbana em ruína que retirei da internet. Não me recordo da origem dessa imagem. Apesar disso, recordo-me de uma parede removida quase por completo de uma fachada que no interior tinha uma mesa, duas cadeiras tombadas e um quadro de uma paisagem, pendurado numa parede que resistira a um bombardeamento. Retirei todos os elementos que indicassem a presença de um espaço habitado e removi da estrutura do edifício o espaço depurado que tinha despertado a minha atenção. Ficou como que suspenso no ar entre uma espécie de ascensão e queda. O desenho tornou-se deste modo mais importante do que a imagem original, permitindo uma nova interpretação de escala, cor e textura que outrora tinha sido suprimida pela representação fotográfica.

Artes Visuais Pintura



The Fall
2011
Técnica mista (acrílico, esmalte e gesso) sobre madeira
480x250 cm




From Image to Structure and Back Again
2011
Poliestireno, Madeira e Gesso, Televisor e Câmara CCD
250x300x200cm
































Estudo para “The Fall”
2011
Esmalte, Grafite e tinta da China sobre papel
30x40 cm



































Lighter than air – The Fall



2011, Acrílico sobre tela, 155x204 cm 



Vistas da Exposição





























terça-feira, 28 de junho de 2011






Ricardo Pistola

landEscape

Pintura


De 22 de Junho a 30 de Julho


Iteração
Um envelope chega pelo correio. Você abre-o. Dentro tem uma fotografia sua, abrindo um envelope. Visível na foto está o carimbo do correio no envelope com a data de hoje.
Zoom
A história aparece-lhe num sonho. Você chama-a de “Iteração”. Escreve-a num bloco de notas que está ao lado da sua cama. Na manhã seguinte a página está em branco.
Reiteração
Um envelope chega pelo correio. Você abre-o. Dentro tem uma fotografia de uma página do bloco de notas. Visível na foto está um conto curto escrito à mão intitulado “Iteração”.




Fractal Geometry (1989) de Lewis Shiner







landEscape II
2011, acrílico s/tela, 150x170 cm














landEscape III
2011, acrílico s/tela, 150x180 cm






Diagram III
2011, acrílico s/tela, 120x140 cm









Diagram I
2011, acrílico s/tela, 150x100 cm








landEscape I


2011, acrílico s/tela, 170x120 cm





landEscape IV


2011, acrílico s/tela, 130x77 cm







Bill


2011, instalação, dimensões variáveis









Diagram II


2010, acrílcio s/tela, 140x120 cm






Construction


2011, acrílico s/ tela, 90x50 cm

Vistas exposição
































terça-feira, 31 de maio de 2011

Paula Prates

Clivagem

Desenho / Pintura

De 26 de Maio a 18 de Junho



Entre as fissuras da estrutura mineral

O cristal é um sólido formado por arranjos internos de átomos e moléculas regularmente repetidas, e distingue-se pelas suas faces externas. As suas partículas assumem formas geométricas, tais como arestas, ângulos e planos, directamente ligadas à sua malha elementar. Lembrando paisagens, alguns cristais mudam de cor, como quartzo rosa ou ametista, que podem empalidecer em exposição prolongada ao sol.
Vem isto a propósito da exposição Clivagem de Paula Prates, na Galeria Sopro em Lisboa, a decorrer entre Maio e Junho de 2011, na medida em que, ao olharmos para os desenhos em tinta-da-china ou grafite, de imediato, os associamos à mineralogia e às configurações geométricas que os cristais assumem. Nas pinturas, as gradações de tons quentes sobre tons frios realçam a dimensão escultórica daqueles sólidos, que adquirem uma composição paisagística através da sua justaposição e sobreposição.
Recorrendo a vários meios, as obras que constituem a exposição, convidam a experimentar a noção de fractura inerente à estrutura do cristal. O termo clivagem, em mineralogia, designa a forma como os minerais se quebram seguindo os planos da sua estrutura interna. Em parte, o interesse pela constituição mineral e pela compreensão abstracta que as suas formas exigem, explica a intimidade da artista com a geometria. O horizonte de investigação plástica delineado pelo encontro das duas áreas – mineralogia e geometria –, tem vindo a ser reiteradamente confirmado pelo percurso desenvolvido por Paula Prates, ora no suporte bidimensional ora na expressão tridimensional. As instalações site-specific “Intervenção Pictórica” no espaço da Fábrica do Braço de Prata e “Arquitectonic” no Pavilhão 28 do Hospital Júlio de Matos, ambas em Lisboa (2010), são exemplo disso. Elas colocam à vista o princípio da geometria, a saber: a representação do espaço e dos objectos que podem ocupá-lo, dos volumes e coordenadas a eles inerentes, através da conversão para a linguagem bidimensional (e vice-versa). As obras anteriormente referidas, intercalam o registo pictórico com a arquitectura dos edifícios onde as mesmas foram expostas, como se as linhas, saindo das paredes e adquirindo espessura arquitectónica, se soltassem dos planos. A partir delas, somos levados a experimentar o edificado como um organismo vivo, em que o corpo inerte da arquitectura se liberta da sua rigidez e estaticidade. O mote que subjaz a esta orgânica, activa um jogo entre as linhas, os planos e os materiais dando forma ao espaço, gerando um lugar de relações, de superfícies e vazios – tensões que se mostram sem se materializar. Não é estranho, portanto, que através do conjunto de obras apresentado na exposição Clivagem, possamos ver também a representação plana a adquirir tridimensionalidade. Não se trata apenas de, por analogia ou semelhança, poder discernir composições volumétricas oriundas do universo geológico nessas representações. Elas adquirem espacialidade própria por abrirem um campo de clivagem para a projecção da nossa experiência real, onde a falha, a queda e a perda podem ter lugar. No desenho, as gradações do grafite ou da tinta-da-china e os brancos fornecidos pelo papel abrem para nós horizontes de profundidade, que se estendem para lá da galeria onde se mostram, rompendo virtualmente a sua construção física. De facto, nestas obras abre-se um espaço para a projecção do nosso corpo que, frente a elas, é obrigado a procurar a sua posição. Estes corpos-pictóricos, de onde está ausente qualquer figuração humana, comportam-se perante nós como paisagens depuradas, abrindo um hiato em frente do qual, estando nós com os pés assentes na terra, temos a sensação de poder imergir. Deste modo, não estamos dentro nem fora da tela, nem incluídos nem excluídos do perímetro que as obras ocupam, mas antes «apanhados» no seu intervalo de tempo ou clivagem. Esta ideia de fissura está já presente noutras séries da artista, nomeadamente, “Diferent views” (2008), “Seven other directons” (2009) e, sobretudo, “Caos-nuvem” (2009), um conjunto de pinturas sobre o estado gasoso que adquire aí constituição mineral. É na fracção de tempo, ténue passagem entre o gasoso e o mineral, que ocorre a clivagem. A partir dela, podemos experimentar a intensidade das pequenas rupturas como se fossem o acontecimento total.


Sara Antónia Matos


Maio de 2011





Clivagem #3

2011, óleo s/ tela, 115x150 cm



Clivagem #2

2011, óleo s/ tela, 100x135



Intrusão

2011, tinta da china e aguarela s/ cartão, 82x120 cm



Paisagem #5

2011, tinta da china e lápis de grafite s/ cartão, 41x60 cm



Paisagem #1

2011, tinta da china s/ cartão, 41x60 cm



Paisagem #3

2011, tinta da china e lápis de grafite s/ cartão, 41x60 cm



Paisagem #6

2011, tinta da china s/ cartão, 41x60 cm



Paisagem #2

2011, tinta da china e lápis de grafite s/ cartão, 41x60 cm



Paisagem #4

2011, tinta da china s/ cartão, 41x60 cm



Não São Só Rochas #8

2011, lápis de grafite s/ papel, 20x20 cm



Não São Só Rochas #10

2011, lápis de grafite s/ papel, 20x20 cm



Não São Só Rochas #9

2011, lápis de grafite s/ papel, 20x20 cm



Não São Só Rochas #7
2011, lápis de grafite s/ papel, 20x20 cm



Não São Só Rochas #6
2011, lápis de grafite s/ papel, 20x20 cm



Não São Só Rochas #5
2011, lápis de grafite s/ papel, 20x20 cm



Não São Só Rochas #4
2011, lápis de grafite s/ papel, 20x20 cm



Não São Só Rochas #3
2011, lápis de grafite s/ papel, 20x20 cm



Não São Só Rochas #2
2011, lápis de grafite s/ papel, 20x20 cm



Não São Só Rochas #1
2011, lápis de grafite s/ papel, 20x20 cm



Zona de Risco #1

2011, tinta da china s/ cartão, 82x120 cm



Zona de Risco #3
2011, tinta da china s/ cartão, 41x60 cm



Zona de Risco #2
2011, tinta da china s/ cartão, 41x60 cm



Clivagem #1

2011, óleo s/ tela, 100x135 cm



Vistas da exposição